Seminovos podem impulsionar resultados do setor de aluguel de carros

No Brasil, no início da temporada de relatórios corporativos no segundo trimestre de 2021, a Ágora Investimentos espera que o setor de carros usados ​​aumente as margens de lucro do aluguel de carros e compense o impacto da Covid19 em outras áreas.

Das três companhias do setor (Localiza [RENT3], Movida [MOVI3] e Unidas [LCAM3]), a Ágora acredita que a surpresa deve vir pela Movida.

“A Movida pode surpreender o mercado como a única companhia de aluguel de veículos a reportar crescimento de lucro líquido em uma base trimestral, e, proporcionalmente, o maior crescimento do tamanho da frota”, afirmaram os analistas Victor Mizusaki e Wellington Lourenço, em relatório divulgado na semana passada.

Para a empresa, a Ágora projeta receita líquida de R$ 1,2 bilhão, Ebitda de R$ 345 milhões e lucro de R$ 142 milhões. A margem Ebitda em seminovos deve atingir 13,8%, aumento de 11,7 pontos percentuais em comparação com o segundo trimestre do ano passado. A frota deve ter acréscimo líquido de 7.300 com a compra de 18.100 carros.

No caso da Localiza, a corretora estima receita líquida de R$ 2,6 bilhões, além de um crescimento anual de 76% do Ebitda, para R$ 765 milhões, e lucro líquido de R$ 424 milhões. O segmento de seminovos da companhia deve apresentar margem Ebitda de 13,1%, apesar da estimativa de 27,4 mil veículos vendidos. A frota total deve chegar a 276.800 no trimestre.

A Unidas deve reportar receita líquida de R$ 1,5 bilhão, Ebitda de R$ 527 milhões e lucro líquido de R$ 203 milhões. A Ágora espera ver uma contração no volume e na margem Ebitda da divisão RAC (Rent a Car). Por outro lado, o forte desempenho na gestão de frota e de seminovos compensará os resultados abaixo do esperado no RAC. A margem Ebitda esperada para seminovos é de 17,4%. A frota deve atingir 168,6 mil carros.

A Ágora manteve recomendação de compra para Localiza e Unidas, mas cortou os preços-alvo das ações para, respectivamente, R$ 86 e R$ 38 (de R$ 90 e R$ 39), refletindo a redução de 30% na potencial sinergia advinda da fusão devido à maior probabilidade de restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A recomendação de compra e o preço-alvo por ação de R$ 32 foram mantidos para a Movida.

Além da Movida, a Ágora acredita que o Grupo Vamos (VAMO3) provavelmente será um dos destaques da safra de balanços do segundo trimestre.

“Esperamos que a Vamos registre resultados sólidos, impulsionados principalmente por contínuos contratos adicionais de aluguel de longo prazo e um forte desempenho na divisão de concessionárias”, afirmaram Mizusaki e Lourenço.

Via: MoneyTimes